quinta-feira, 31 de maio de 2012

Amor...

"Nunca é tarde demais... Pra descobrir o amor que vai além dos meus versos"!
 Ao ouvir, depois de dezenas de vezes, Fabiano cantando esta música de PalavrAntiga, me veio certa inspiração para escrever!

Não foi meu texto mais elaborado, nem profundo... Mas foi tão espontâneo que achei que valia a pena compartilhar com vocês!



O desenho é da minha amiga artista e, a partir de agora, ilustradora dos meus escritos, Juliana Sharlene! 


Amor:

Tão verdadeiro que abre mão até da felicidade pra ver o outro feliz...
Tão grande que nem cabe em mim!
Tão intenso que faz qualquer momento se tornar inesquecível...
Tão forte que é capaz de superar qualquer coisa!
Tão lindo que daria um filme, uma novela ou um livro...
Tão real que mostra o que, de fato, é a vida!
Tão importante que coloca todo o resto em segundo plano...
Tão bom que sempre deixa um gostinho de quero mais!
Tão mágico que transforma distância em saudade...
Tão vivo que nunca vai morrer!
Tão tão que só pra definir de um jeito...
AMOR!



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ensaio sobre a morte






Hoje é o dia em que, segundo a cultura cristã-católica-ocidental é comemorada a morte de Cristo.
Antes de qualquer coisa, gostaria de fazer um questionamento: Desde quando comemoramos uma morte?
Na verdade, não é a morte de Cristo o motivo que eu festejaria. Mas se considerarmos morte como o fim de algo, podemos chegar à conclusão de que á muito a se comemorar: Que tal comemorar a morte do poder do pecado? Ou comemorar a morte da sentença negativa a que todos estávamos sujeitos? Por que não comemorar a morte da desesperança? Ou mesmo, a morte da morte eterna pra nós?
Não obstante, é preciso perceber que há coisas em nossas vidas que, para nos deixar mais vivos, precisam morrer. Que tal – neste dia tão sugestivo – pensarmos sobre aquilo que – em nós – precisa morrer. Lembremo-nos que, muitas vezes, a morte é o grande segredo para se viver.
Matemos o que nos tem matado... Assassinemos – se possível hoje – desejos, anseios, sentimentos, medos ou qualquer outra coisa que nos ameace tirar a vida.
Assim como Cristo morreu para dar nos dar vida, não apenas precisamos “morrer”, mas muitas vezes matar aquilo que tem se interposto entre nós e essa vida que nos foi presenteada pela morte do Cristo.
Com toda a precaução que esta frase merece, e esperando que nenhum terrorista a tire do contexto para servir-lhe de embasamento teórico, termino este texto com uma convocação:

VIVAMOS, AINDA QUE PARA ISTO SEJA PRECISO MORRER... OU MATAR!

Hugo Feitosa
Olinda, 06/04/2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nossa querida corrupção...





Nossa querida corrupção...


Quando ela nos é apresentada?
Quando aprendemos a chorar para conseguir o que queremos?
Ou será que é quando queremos pegar as coisas que julgamos melhores do nosso irmão?
Com o tempo, familiarizamo-nos...
Na escola – quer seja furando a fila da cantina ou “ajudando” o colega na hora da prova.
Com o tempo, seguimos – gradativamente – nos tornando corruptos mais rebuscados:
Superfaturando cargas de VEM (que no meu tempo era passe fácil)...
Ganhando notas por trabalhos que não fizemos...
Assinando atas de presença por pessoas que estão ausentes...
Fazendo “rolos” com cobradores de ônibus...
Superfaturamos, também, sentimentos:
 Fazemos várias pessoas, SIMULTANEAMENTE, acreditarem que são melhores amigos (as)...
Fazemo-las acreditarem, também, que são O MAIOR AMOR DE NOSSAS VIDAS!
Corrompemos dinheiro, tempo, notas, presenças, sentimentos...
A cada dia fazemos da corrupção nossa amiga inseparável!
Torna-se ridículo ser honesto quando se pode ser mais esperto!
Por que esperar o semáforo para pedestres ficar verde se dá pra atravessar com ele vermelho?
Por que pagar multas quando se pode pagar propina?
Certa vez ouvi a Ana Carolina falar:
“Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui se rouba”!
Então, apeguemo-nos, fortemente, às mãos da nossa querida corrupção!
Corrompamos até Deus para que ele aceite barganhar conosco e nos abençoe!
Corrompamo-nos vendendo nossa cidadania por valores ridículos!
Mas o que me deixa mais impressionado é o fato de que, depois destas e outras milhares de corrupções que praticamos, ainda temos a cara de pau de dizer que: OS POLÍTICOS SÃO CORRUPTOS!
Ah! É? Eles são e nós não?
Quem recebe a propina é corrupto! Quem paga, não?
Quem vende produto pirata é corrupto! Quem compra não?
Sejamos, ao menos, coerentes...
E assim, vivamos...
Mas com o cuidado de nunca ceder à tentação da honestidade!
Apeguemo-nos – sempre mais – à nossa querida corrupção!
Afinal, é ela que tem nos acompanhado desde o início.
É a base de nossa sociedade!
Então, não deixemos que estes inconformados loucos e sonhadores venham querer mudar a realidade!
Afinal eles querem nos separar de NOSSA QUERIDA CORRUPÇÃO!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Areia

No retiro da JUBRAC Beberibe, quando fomos pro alvorecer com Cristo (às 5 da manhã na orla de Tamandaré) podia-se vislumbrar a maravilha do mar e do nascer do sol... Mas ao sentar na areia Deus resolveu falar comigo a partir de onde eu menos esperava. Pedi uma oportunidade para compartilhar com o pessoal o que Deus tinha ministrado do meu coração, e, na volta, Ju me "convenceu" a transformar em um texto. Dessa tentativa, saiu este texto. Espero que Deus fale, também, com você!


A Areia 

 A areia, que nunca havia sido fonte de inspiração pra nenhum de meus textos ou poemas foi a matéria-prima de um maravilhoso momento de palavra de Deus pra mim. Como chegar ao mar sem passar pela areia? Como contemplar o céu ou a lua sem estar com os pés nela? Não obstante, ninguém – nunca – repara nela. Nunca vi elogios à areia. Jamais ouvi dizer que alguém foi à alguma praia pela qualidade da sua areia. Mas ela não deixa de ser o melhor caminho para chegar até o mar por isso. Continua firme, consciente de que sua missão não é ser protagonista. Não é para ela que devem vir os elogios, a honra ou a glória. Ela existe apenas para facilitar a chegada dos outros àquilo que eles buscam. Quantas lições ela pode dar a nós, cristãos, não? Quão bom seria se percebêssemos que nossa vida só tem razão de ser se for para facilitar o encontro de pessoas com Deus – que deve ser o “destino final” das pessoas. Não precisamos ser reconhecidos... Não precisamos receber aplausos... O importante não é sermos vistos! Devemos saber que realizamos nosso desígnio se, mesmo pisando em nós, as pessoas chegarem a Deus. Sem nem perceber nossa existência, utilizarem nossa vida para contemplar a Deus ou chegar-se a Ele. Que, assim como a areia, percebamos que nossa vida não tem razão em si mesma, mas em ser um simples meio de aproximação das pessoas ao Deus que nos colocou no meio, não para ser protagonistas, mas para levar quem quiser passar por nós a Ele. Lembra-se Deus ao ver o Mar? Seja a areia que leva as pessoas a Ele! 

Hugo Feitosa
 Tamandaré, 15/11/2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Soneto de amor e dúvida

Aos admiradores de sonetos, minhas desculpas. Prometo que me esforçarei para melhorar, nos próximos!
Este contém mais sentimento que técnica!




Soneto de amor e dúvida


O nome é amor, mesmo quando não se quer amar?
Mesmo sentindo medo do que sente, é amor?
E se parecer que só vai te fazer chorar...
E ao invés de alegria vá trazer dor.

Se é de fato amor, como eu vou saber?
Tem que pensar muito, na hora de dormir?
E no Caso de, realmente, vir a doer?
Seja isto um erro, vou me redimir?

Se for amor, vencerá o medo.
Pois amor não é busca da felicidade.
Para vencer o amor, não há segredo.
O Amor nunca será refém da vontade.

Amor é sentimento indefinível.
Permanece vivo, ainda que impossível.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você tem fome de que?



Fome não é tema de fácil abordagem. Grande ícone na literatura brasileira sobre o assunto, Josué de Castro a define como tema “delicado e perigoso”. Não obstante, é um tema que precisa ser muito debatido para que não incorramos no risco de torná-lo irremediável. Segundo Josué de Castro “O inevitável e irremediável permanece em tal estado quando permanece o mistério, o desconhecimento sobre o fato”.
Outra palavra de alto teor de significância é ética. Cheia de desdobramentos (ética cristã, profissional, familiar...) a ética torna-se ainda mais complexa quando se despe de adjetivos e aproxima-se de sua essência. Usualmente confundida com moral a ética é – em linhas gerais – a parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana.
O objetivo deste texto, entretanto, não é aprofundar em definições deste ou daquele termo, e sim iniciar uma discussão acerca de uma postura ÉTICA frente à FOME.
Logo, é preciso perceber que não há como manter-se ético frente à ameaça da fome sem combatê-la. Mas que tipo de fome precisa ser combatido? Claro que é urgente “dar” comida a quem não a tem; mas é preciso, também, ter em mente que isto não é suficiente para lograr êxito neste combate.
É necessário, neste combate, saber que tipo de fome se está combatendo. Assim sendo, uma pergunta emerge como ponto de partida nesta empreitada: Você tem fome de que? Em resposta a esta pergunta, a banda Titãs afirma eu sua música COMIDA:
“A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte [...] A gente não quer só comer, a gente quer comer, e quer fazer amor, a gente não quer só comer, a gente quer prazer prá aliviar a dor...”.

Há de se perceber – como fica claro nesta música – que a fome vai muito além da falta de comida. Com isso, fica também claro que a ética, frente a este problema não se resume à distribuição de cestas básicas em comunidades carentes.
Muitas comunidades abastadas de comida têm muita fome, também. Fome de paz; de justiça; de segurança; de afeto...
Então quem deve combater este fenômeno que, como disse André Mayer, “é um problema tão velho quanto a própria vida e quanto a humanidade”? TODOS! A responsabilidade de combate à fome é de cada um! Dom Helder Camara afirma que “A fome dos outros condena a civilização dos que não têm fome”.
Esta afirmação de alguém que não tinha “aparentemente” nenhuma fome, senão a fome de combater a fome, deixa clara a responsabilidade de todos frente à fome.
A ética frente à fome rege que todos tenham uma única fome: a fome de combater qualquer tipo de fome. Segundo o dicionário Houaiss a definição de fome se inicia com “Sensação causada pela necessidade de comer”; passa por “Miséria, penúria”; chegando a “Avidez, sofreguidão, desejo insaciável”.
Você tem fome de que? Esteja sempre ávido a lutar pelas pessoas que passam dias sofrendo com a sensação causada pela necessidade de comer! Mantenha um desejo insaciável de lutar contra a miséria (quer seja de dinheiro, alimento, paz, justiça ou amor)!
Esta é a única maneira de se manter uma postura ética frente à fome!

Hugo Feitosa
29/09/2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Canção Do Exíliio




Hoje, pela manhã, procurando alguns documentos, acabei encontrando um texto produzido há seis anos quando - numa aula de literatura - a professora pediu que refizemos a Canção do Exílio, à nossa maneira.
Como gostei do resultado, compartilha-lo-ei com vocês.
Só que aí surgiu a dúvida:
Postar este texto, ou escrever sobre o título do Santinha (que agora é SANTAÇO!)
Decidi postar o texto hoje e prometer que o próximo texto será sobre o Santa, quando os ânimos estiverem menos exaltados! =D

A Canção do Exílio

Minha Terra tinha coqueiros,
Já não há mais sabiá.
As aves que aqui viviam,
O homem decidiu matar.

Nosso céu está cinzento,
Nosso solo empoeirado,
Nossos bosques não existem,
Estão todos desmatados.

Mas o Brasil está crescendo,
Pode comemorar,
Livramo-nos do FMI,
Podemos nos sustentar.

O ruim do brasileiro,
É esse tal de não posso,
O Brasil só vai crescer,
Quando entendermos, Ele é nosso!